Crítica ao objeto em trio - Lucas Muniz
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| Microcosmo de informações |
O objeto de Lucas Muniz trata-se de uma espécie de receptáculo onde está contida uma verdadeira miscelânea de itens, desde logotipos de marcas, formas abstratas, até objetos quotidianos, sobre um conjunto de bolinhas móveis. O trabalho conseguiu representar bem a grande enxurrada de informações que recebemos diariamente. O objeto traz a proposta de ser movimentado, para que, dessa forma, sejam revelados os constituintes do seu interior. Assim, o próprio participante da obra interpreta os elementos e busca um significado para todas aquelas informações aparentemente distantes, mas que não se diferenciam muito da realidade que lhe é experimentada diariamente.
Ao movimentar o objeto, as bolinhas que ficam na parte inferior se mexem e geram barulho, algo que faz lembrar o "ruído" que tantas informações simultâneas geram no entendimento humano. Também seria possível conectar um fone de ouvido na parte de baixo para o participante ouvir todos os sons que estão sendo emitidos no seu interior. Além disso, é possível alterar o conteúdo do recipiente conforme os interesses de cada um.
Torna-se clarividente que o objeto conseguiu transmitir bem as impressões que o autor procurou passar, principalmente no que tange às ideias de multiplicidade, mobilidade e informação. As bolinhas na parte inferior foram o que mais me atraiu, pois buscam converter em sons tudo o que é experimentado pelas faculdades mentais, e superada a possível dificuldade de se viabilizar o conector para fones de ouvido, é um primoroso meio de sintetizar as diretrizes iniciais do trabalho.



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