Da fabricação digital e parametrização

Dentre as mais recentes inovações da tecnologia está a fabricação digital, que comumente também é chamada de prototipagem rápida. O processo que consiste em fabricar com velocidade bem mais rápida que o convencional, já começou a dar seus primeiros saltos, principalmente com a impressora 3D. Todos esses avanços são notórios por permitir um aumento na produtividade e na segurança, passando para as máquinas o dever de concretizar as idealizações humanas. O mais provável é que, no futuro, cada um tenha em casa sua própria ferramenta de impressão tridimensional, um fator considerável e que movimentará todo um mercado cada vez mais focado na rapidez e na ausência de interações presenciais.

Indubitavelmente, a evolução dessas tecnologias permitirá um incremento na "indústria de invenções", e mais do que isso, estimulará a quem tem pouco conhecimento técnico a feitura dos seus próprios trabalhos sem necessariamente despender grandes valores ou esforços demasiados.

Todos esses aspectos caminham para uma realidade em que gradativamente o trabalho físico se converte em mental apenas. Mas uma questão merece ser pensada: estará apto o indivíduo comum a idealizar projetos que utilizem componentes e/ou materiais por ele desconhecido? Essa falta de conhecimento prático pode ser um imbróglio sob muitas perspectivas, e cabe buscarmos um costume do aprendizado por si mesmo, acessível a todos ou grande parte, para que assim, o saber individualizado contribua para uma colaboração recíproca, diversa e numerosa.

Acerca da parametrização, pode-se dizer que a estipulação de parâmetros que seguidos, não destituam totalmente a essencialidade da ideia é interessante e produtiva. A busca por fomas estáticas, sempre elas-mesmas, parece já ter perdido o mesmo prestígio que anteriormente. De fato, a reinvenção e a adaptação são elementos imprescindíveis na sociedade atual, e tal conceito aplicável a variadas áreas pode satisfazer as necessidades de desenvolvimento. É muito importante, porém, buscarmos que a aplicação desses novos conceitos sirva para a melhoria da vivência, para o fomento às capacidades individuais, e que diste da simples pré-formulação automatizada que as ferramentas geralmente desempenham, que discrepa da multiplicidade de outras variáveis presentes nas sensações humanas.

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