Estratégias de apropriação do espaço


Parkour

Parkour é um treino de transposição de obstáculos do ambiente, pode ser escalando muros, equilibrar em corrimões ou em locais altos e saltar sobre vãos. Além desse conjunto de práticas corporais, simboliza a busca pela autonomia física e mental sobre os desafios do quotidiano. O Parkour não é tido como esporte, mas simboliza a superação, sem haver regras ou competições no sentido original.

Deriva

É a prática do exercício de perder-se no território para descobri-lo, decifra-lo e desenvolver a percepção e a análise crítica do espaço e do tempo reais no local onde estamos presentes. Apesar de haverem muitos procedimentos de deriva, ela tem um único fim, transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Construir um ambiente onde todos serão agentes construtores da totalidade urbana.

Flâneur

Flaneur do substantivo francês flâneur, significa "errante", "vadio", "caminhante" ou "observador". Flânerie é o ato de passear, que pode ser associado como passear, vagabundear, muitas vezes com a conotação de gastar tempo. Flâneur é alguém que perambula sem compromisso por uma cidade, sem motivo explícito, mas prestando atenção no que ocorre ao seu redor e nas possibilidades que proporcionam.

Rolezinho

Os rolezinhos são encontros marcados geralmente por jovens, podendo ocorrer em shoppings, etc. Na maioria das vezes são de classe baixa em busca de algum divertimento. Teve origem quando cantores de funk convocavam o evento em resposta a um projeto de lei que proibia os bailes do gênero musical na cidade de São Paulo.

Skateboarding (Iaen Borden)

A prática esportiva de deslizar sobre o solo e obstáculos equilibrando-se numa prancha, foi abordada pelo historiador de arquitetura inglês Iaen Borden, em seu livro Skateboarding, Space and the City: Architecture and the Body. No trabalho consta-se uma extensa análise da relação dos skatistas com o espaço. Segundo Borden, a estética para um skatista é ao mesmo tempo visual e corporal, pois se vê não apenas o visual do local, mas o potencial de como pode ser utilizado através do skate com seus próprios corpos. Afirma também que há a necessidade de existirem locais para a prática em todos os tamanhos, de modo não padronizado, espalhados pela cidade,e que os skateparks nunca vão substituir o skate de rua.

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